Friday, October 15, 2010

Quarto de visitas vai a Berlim

Depois da passagem por Hamburgo, meu amigo Macario continuou sua viagem: uma passadinha pela Oktoberfest, em Munique, e depois rumo ao destino final, Berlim, com mais duas amigas que moram na Europa: Mazoca e Petty. Aproveitando a companhia, resolvi ir encontrar com eles no final de semana, e lá vou eu pra Berlim de ônibus (um terço do preço do trem).
Depois de trabalhar o dia todo e enfrentar 3,5 horas de ônibus, chego em Berlim um pouco cansada, mas não me restavam muitas escolhas: ou me animo, ou me animo, porque com o Maca não tem outra saída senão... sair!
Começamos ali perto do hostel mesmo, onde o Maca nos levou num lugar super interessante, um prédio antigo abandonado , que foi tomado por artistas. Começando pelo térreo, num bar meio praiano, com areia no chão e cerveja gelada, passando por um jardim de esculturas e depois entrando no prédio e subindo os lances de escada, você vai se deparando com as mais diversas coisas. Cada andar guarda uma surpresa, desde galerias e exposições de artistas independentes até bar e cinema.
Depois bateu aquela fominha e a vontade de comer um kebab, comida oficial pós balada, que eu não tinha comido ainda desde que cheguei do Brasil e acabei devorando antes da balada mesmo... e nenhum lugar melhor do que na Alemanha, né, com a quantidade de turcos que tem por aqui!
Seguimos pra encontrar o Lucas, amigo do Maca, e fomos pra um barzinho gracinha, todo bonitinho, decoração caprichadinha e drinks enfeitados, no estilo gay-fino (acabo de criar a definição). Encontramos uns brasileiros figuras também e ficamos falando bobagem até cansar...
No sábado alugamos bikes no hostel e saímos pra dar uma volta pela cidade, foi delicioso, demos uma super sorte com o tempo e agora, mais que nunca, estou afim de comprar uma bike pra andar aqui em Hamburg. Inclusive fiquei bem orgulhosa de mim mesma porque, mesmo depois de tantos anos sem andar de bike, não atropelei ninguém e nem fui atropelada por um carro.
Maca & Bigu

Nós e as bikes!


Catedral de Berlim

À tarde, uma alemã-mongolesa amiga da Mazoca foi encontrar com a gente na Alexanderplatz e nos levou até o muro (o pessoal queria ver o Checkpoint Charlie o Topography of Terror, uma exposição sobre o muro).
Esse era o único tipo de carro que existia na Alemanha Oriental, na época em que havia a divisão

No fim do dia fomos comer num restaurante tailandês delicioso (ou a fome era tanta...), chamado Cha Cha. Confesso que foi duro voltar pro hostel de bike depois da comilança no frio que estava...
Descansamos um pouquinho, e – troca as baterias! – porque é hora de começar a se arrumar pra sair pra balada – que preguiiiiiiiiiiiiiiiiiiça!!!! Fomos pra casa da alemã (cujo nome é praticamente impronunciável, muito menos lembrável), fizemos um esquenta e às 2 da manhã (isso mesmo, 2 da manhã) saímos pra ir pra uma balada que foi um capítulo à parte.
Pra começar que a tal balada foi eleita a melhor balada do mundo sei lá por quem... então além de ser longe, e de estar frio, tivemos que esperar 1 hora na fila às 2:30 da manhã pra chegar na porta da balada e ser analisados por um alemão careca de 2 metros de altura (e envergadura), que iria avaliar se poderíamos ou não entrar no tal lugar. E o quico? QUICO TO FAZENDO AQUI, mesmo??? Era a pergunta que não parava de soar na minha cabeça... TUDO pelos amigos... bom, no fim entramos na balada, festa estranha com gente (bem) esquisita, e dei risada a noite inteira com o Macario que estava hilário tirando sarro dos alemães... até tomamos um sorvete de avelã no meio do lugar, porque encontramos um balcão de sorvete em algum canto daquele lugar sinistro...
4 horinhas de sono e toca o despertador porque tínhamos que fazer check out no hostel... depois de um banho e 2 xícaras de café acordei pra vida e resolvi antecipar minha volta pra Hamburgo... eu ainda tinha uma mudança pra fazer!
Explico: de acordo com o que a Unilever paga pra eu morar aqui, eu tinha direito de ficar num apto de 2 cômodos, mas quando cheguei não tinha nenhum disponível, então fiquei num menor (1,5 cômodos ) até que algum dos maiores liberasse. 1,5 cômodos significa uma sala não muito grande e um quarto bem pequeno, tanto que pra abrir e fechar a cortina detrás da cama eu tinha que ir de ladinho, encostada na parede... Na quarta-feira da semana passada, a moça da administração do meu prédio me mandou um e-mail dizendo que tinha liberado um apto maior e eu podia me mudar. Só que não deu pra fazer a mudança na quinta, então deixei pra fazer no domingo.
Bom, no fim deu tudo certo (claro)! Vim mais cedo pra Hamburg, fiz minha mudança e agora estou chiquérrima no meu apartamento de 2 cômodos (inteiros!!) com uma sala bem grande e um quarto cheio de cortinas que eu consigo acessar numa boa J




Sunday, October 3, 2010

Depois de 4 semanas...

... e por falar em IKEA, lá fui eu no sábado passado de ônibus (contrariando todas as indicações prévias, que me diziam pra ir de carro... mas quem não tem cão, não vai deixar de caçar, né?). Depois de anotar direitinho os ônibus que eu tinha que pegar, horários etc., saí pra jornada que, como eu imaginei, durou praticamente o dia inteiro... quase uma hora depois chego ao antro das famílias com bebês e crianças que não tem mais o que fazer no sábado além de... comprar! Apesar da confusão e da barulheira que me deixaram meio atordoada, não deixei de encher o carrinho de coisas, afinal as coisas são muito lindas e eu tenho um apartamento esperando por mim em São Paulo, né...
Saldo final:
- Um carrinho pra trazer tudo de volta!
- Dois roxos na perna que não saíram até agora
- Uma casa cheia de objetos bonitinhos:

À noite foi despedida do Rodolfo num lugar super posh (again, Hamburg...)
... e terminamos a noite no Mc Donald’s da estação de trem!
Domingo fui no cinema com as brasileiras ver “Comer, rezar, amar” no segundo cinema legendado da cidade (o primeiro é o Abaton, que fica na minha rua). Pra quem não leu o livro e não tinha expectativa nenhuma, foi uma ótima diversão! Fiquei morrendo de vontade de voltar pra Itália (ela come, come, come na Itália – carcioffi, pasta com ragú, pizza.....) e de conhecer Bali (onde ela conhece um suposto “brasileiro”, interpretado pelo Javier Bardem, que é um charme, mas ficou um pouco ridículo (forçado) falando português.
Quinta-feira o meu querido amigo Macario chegaria em HH para me visitar... agitei um barzinho com os mexicanos da Unilever, expliquei direitinho como vir do aeroporto pra minha casa, estava me programando pra sair cedo... e a pessoa não me perde o avião? E não bastando o primeiro, ainda cruzou a cidade (ele estava em Londres) pra tentar pegar outro mas perdeu o segundo também... resultado: acabei indo sozinha no bar de tapas com os mexicanos e o Maca coitado teve que dormir no aeroporto...
Maca chegou sexta de manhã, e tks god tenho uma chefa mto legal, que ia embora da Unilever na hora do almoço porque ia viajar e me despachou pra casa às 13h. Depois de um almoço delicioso num restaurante turco aqui pertinho, saímos pro Maca ver a cidade. Partindo do prédio da Unilever, fomos caminhando pelo porto...

...  até chegar num bar que fica no 20º andar de um hotel (o bar chama 20up), e tem uma vista maravilhosa do porto e da cidade:



Depois o Sam, que é um mexicano super empolgado que mora no meu prédio, foi encontrar com a gente e fizemos praticamente um pub crawl (entramos e saímos de vários bares), culminando numa balada com 3 pistas de música eletrônica  (http://www.neidklub.de/) - quase que o Macario não volta mais pra casa...






Sábado levei o Maca pro brunch do Cliff’s, o melhor cura-ressaca que existe por aqui:

... seguido por uma caminhada pelo Alster e uma voltinha pelo centro da cidade, com direito a um break para um chocolate quente da Godiva – chique!!

Depois de levar o Maca, que seguiria viagem pra Munich, na HauptBanhof (estação central), comprei meias quentinhas pra me preparar pro inverno e fui com o pessoal da Unilever comemorar a Oktoberfest de longe na Paulaner, tomando chopp em canecas de 1L e comendo joelho de porco estilo Obelix (eles, né... pq a chatinha aqui não toma cerveja nem come carne de porco,  então tomei suco de maçã e comi carne!!)... depois de ir para um barzinho, terminamos a noite no 20up (déjà vu??)


Domingo, que é dia de hibernar e arrumar a casa, fiquei só na preguiça e só saí de casa pra ir pegar um filminho do Hamburg Filmfest (Festival de Cinema de Hamburgo), que está rolando na cidade e eu não queria perder... comprei ingresso pro primeiro filme que era em versão original (e não dublado), em alguma língua que eu entendesse... acabei vendo um filme argentino de 1969, em preto-e-branco, uma mistura de David Lynch com filme iraniano... un poco más cult que lo previsto...
Semana que vem tem mais!!