Com a neve dominando o continente europeu, provocando atrasos e cancelamentos de vôos e praticamente fechando alguns aeroportos, liguei pra minha mãe e pro Felipe no dia anterior ao da minha viagem ao Brasil e avisei: preparem-se, acho que não vou conseguir chegar. Tinha recebido notícias de várias pessoas que foram viajar na sexta-feira e não conseguiram, ouvi dizer que a cada 2 vôos saindo de Hamburgo, um estava sendo cancelado, e que o aeroporto de Frankfurt e todos os da Inglaterra estavam totalmente fechados. Eu tinha que voar pra Paris, um dos aeroportos mais complicados e sem infra para a neve, e com apenas 1h15 de intervalo pegar o vôo para o Brasil. Ou seja, qualquer atraso no primeiro vôo me deixaria “presa” em Paris por no mínimo 13 horas, debaixo de neve e frio. Mas meu santo é forte e eu sou precavida, fui pro aeroporto de Hamburgo 2 horas antes do vôo sair, mesmo sendo um vôo nacional, e deu tudo certo!! Nem acreditei quando sentei no vôo que ia de Paris pra São Paulo, no dia certo e na hora (quase) certa.
Cheguei, minha mãe e o Fe estavam me esperando no aeroporto, a saudade era tanta que eu pulei no cangote do Fe e ele foi me arrastando por uns 20 metros, empurrando o carrinho pra sair do meio da passagem.
Domingo foi uma delícia, almoço + tarde deliciosos com Jujuka, Rato, Lico, Maca, Cintia e Fe na casa da minha mãe, com direito a comida árabe pra matar as saudades.
| Maca, Lico, eu, Jujuka |
À noite fui comer uma pizza (que virou salada, pois a pizzeria estava lotada) com meu pai e minha tia Cris, e matar as saudades também dos dois.
A semana em São Paulo foi ótima, férias total, acordando tarde, almoçando com meus amigos queridos, encontrando gente, fazendo aquelas coisas que não tem preço (unha-cabelo-etc etc...), correndo atrás dos últimos presentes, enfim, não parei um minuto! A agenda foi mais ou menos assim:
Segunda: Almoço com o pessoal da Unilever
Jantar com o Fe no bar Balcão
Terça: Almoço com o jefe
Jantar das meninas na casa do Lico
Quarta: Almoço com as noivas (Carol e Vânia)
Jantar com Fe e Miguel na Suri Cevicheria
Quinta: Compras de Natal
Almoço com a Joyce
Festa de Natal da minha 3ª família (tem uma em Araraquara, uma em Catanduva e essa em SP)
Sexta acordamos cedinho e o Fe me deixou na rodoviária do Tietê pra eu pegar o ônibus pra Catanduva, onde eu passaria o Natal. Cheguei com uma hora de antecedência, fui bela e formosa tomar café, enrolei até não poder mais. Quando faltavam 10 minutos pro ônibus sair, eu desci na plataforma e – cadê o ônibus? Nada. Esperei mais um pouco. Nada. Perguntei pra um, perguntei pra outro, até que um cara me falou: mas ônibus pra Catanduva não sai da Barra Funda? Affff........... perdi o ônibus, no dia do Natal, viagenzinha fácil, de 5 horas, e aquela rodoviária bombando!!! Eeeeeee Brasil!!!!
Bom, no fim apareceu um anjo (filho de um amigo da família) que me deu carona até a porta da casa da minha avó. O próprio presente do Papai Noel.
O Natal foi delícia, pra variar aquele exagero de comida – já é Natal, soma-se a isto o fato da família ser libanesa, o resultado: um banquete digno de sheiks árabes. Dá pro dia 24, pro 25 e pra todos os outros dias que ainda sobram do ano. E a panela gigante de charutinhos de folha de uva da tia Violeta, que derretem na boca... hmmm o paraíso. Vi os primos que só vejo a cada 2 anos, os tios figuras, depois rolou o clássico amigo ladrão... enfim, tudo de bom.
| Thiago, Aline, Tadeu, Marina, Duda e Lelena |
Dia 25, aniversário do meu pai, dia 26 Araraquara. Vi os outros avós, primos, tios, sobrinhos, curti meu avô, que é uma peça, e... de volta pra São Paulo.
Dia 27 jantamos no Figueira (chique) – minha mãe, meu pai, o Fe e eu. Natalzinho bem comemorado, esse.
Desfaz mala – arruma mala, e................... BAHIA!! Aqui vamos nós!!
Caraíva foi tudo de bom!! Um pouquinho difícil de chegar (avião + balsa + 2h esperando o ônibus + 3h de ônibus + canoa), mas valeu cada minuto!!
Na cidadezinha, fofíssima, não entra carro, e as ruas são todas de areia. Energia elétrica só chegou há 2 anos atrás, e mesmo assim, não tem iluminação pública nas ruas, então fica tudo escuro, com as casinhas iluminadas e todo mundo andando de lanterninha na mão.
Na praia desemboca o rio Caraíva, que esconde o azul do mar que dá pra ver lá no fundo... com o sol e a brisa que só o Nordeste do Brasil tem... paraíso de novo! Somando-se a isso uma rede na varanda, meu namorado e minhas queridas amigas da escola... tudo o que eu pedi a deus!!
E por falar nisso, 2011 começou muito bem! Todo mundo na praia, vestindo branco, champagne na mão e oferendas pra Iemanjá... velas na areia, contagem regressiva, explosão de rolhas – pop!, pular 7 ondinhas... nada disso tem igual, em lugar nenhum do mundo!!
| Atrás: Carol, Marina, Peter, Marcelo, Fernanda, Pat, Felipe Na frente: Gustavo, eu, Isla |
| Felizes, nós? |
Depois uma festinha numa pousada na beira da praia...
... e de repente o Fe me puxa pra ver o nascer do sol, e do ano novo... de tirar o fôlego...
De volta a São Paulo, foi um pulinho só: sexta à noite encontrei minhas amigas queridas da FAU na casa da Carol (faltou o Oc, que estava sassaricando em Bs As), sábado rolou um almoço improvisado no 348 (pra matar as saudades de um bom churrasco) e à noite eu já estava com lágrimas nos olhos, entrando no avião...
Saudade da Bahia
(Dorival Caymmi)
Ai, ai que saudade eu tenho da Bahia
Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia
"Bem, não vá deixar a sua mãe aflita
A gente faz o que o coração dita
Mas esse mundo é feito de maldade e ilusão"
Ai, se eu escutasse hoje não sofria
Ai, esta saudade dentro do meu peito
Ai, se ter saudade é ter algum defeito
Eu pelo menos, mereço o direito
De ter alguém com quem eu possa me confessar
Ponha-se no meu lugar
E veja como sofre um homem infeliz
Que teve que desabafar
Dizendo a todo mundo o que ninguém diz
Vejam que situação
E vejam como sofre um pobre coração
Pobre de quem acretida
Na glória e no dinheiro para ser feliz
Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia
"Bem, não vá deixar a sua mãe aflita
A gente faz o que o coração dita
Mas esse mundo é feito de maldade e ilusão"
Ai, se eu escutasse hoje não sofria
Ai, esta saudade dentro do meu peito
Ai, se ter saudade é ter algum defeito
Eu pelo menos, mereço o direito
De ter alguém com quem eu possa me confessar
Ponha-se no meu lugar
E veja como sofre um homem infeliz
Que teve que desabafar
Dizendo a todo mundo o que ninguém diz
Vejam que situação
E vejam como sofre um pobre coração
Pobre de quem acretida
Na glória e no dinheiro para ser feliz
Olá ! Encontrei seu blog fazendo uma pesquisa de imagens de Caraíva :) Fui uma das produtoras da festa do ano passado, posso usar sua foto no meu álbum ? Se você for esse ano, é minha convidada :) bjs !!!! Sua página está linda !!!!
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