Pra quem não sabe, meu aniversário foi no dia 10 de Fevereiro. E eu não sou daquelas que foge de aniversário, não, eu adoro comemorar!!! Pra evitar qualquer possibilidade de ficar triste por estar longe da família e dos amigos mais queridos, comemorei com a “família” e os amigos queridos daqui. Quatro vezes, só pra garantir.
Cheguei no trabalho dia 10 de Fevereiro e minha mesa estava toda enfeitada, com faixa, bexigas, chocolates e flores. Adorei. Uma maneira ótima de garantir que ninguém vai falar com você sem saber que é seu aniversário e deixar de te dar parabéns.
Logo cedo ganhei meu primeiro presente: uma bolsa linda da Ju e do Du. Na hora do almoço, fui numa creperia francesa deliciosa com a Ju, o Du, a mãe dele, que estava aqui passeando, a Polly e a Mary, que me deu uma caixa de brigadeiros linda, toda enfeitada! Hmmm matei a vontade e de quebra ainda deu pro pessoal da Unilever experimentar à tarde - obviamente amaram!
| Márcia (mãe do Du), Polly, eu, Mary, Ju e Du |
À noite fui comemorar com mais alguns amigos brasileiros, a turminha mais próxima, na Copper House (uma mistura de restaurante japonês com Tantra, aquele que você pega os ingredientes fresquinhos no bufê e entrega pro chapeiro grelhar na hora).
| Luciana, Lucia, Steffen, Marcio, Marcio, Fabi, eu, Mary |
Dia seguinte era sexta-feira e fomos pra Suíça passar um fim de semana prolongado esquiando em Interlaken. Era um grupo de 3 casais de brasileiros, 1 casal de colombiano, mais a Cris (também brasileira, amiga da Fabi), o Samuel (mexicano), o Cristiano (italiano) e eu – ou seja, 12 pessoas!!
| Atrás: eu, Samuel, Cristiano, Mary, Luciana, Marcelo, Luiz, Rafa e Yamille. Na frente: Marcio e Fabi. |
No sábado os meninos (Samuel e Cristiano) acordaram cedinho e foram esquiar, eu resolvi ir com os brasileiros, que eram mais iniciantes, pra pegar o jeito devagarzinho, já que fazia 7 anos que eu não esquiava. Enquanto o pessoal fazia aulinhas, eu e a Cris (que também já tinha uma noção básica) ficamos treinando numa pista bem fácil, sobe desce sobe desce. O dia estava maravilhoso, 10°C na montanha, e eu sem saber o que fazer com aquelas 5 camadas de casacos, luvas, cachecóis e etc. que eu tinha colocado de manhã!! Minha primeira vez esquiando foi em Killington, e fez tanto frio que meu pé congelou. Dessa vez estava tão quente que eu esquiei de casaco aberto!!!
| Luciana, Marcelo, eu, Cris, Mary, Luiz, Marcio, Fabi, Yamille e Rafa |
O pessoal cansou rapidinho, depois de umas 2 horas de sobe-desce voltamos pro centrinho e fomos almoçar na varanda de um restaurante com uma vista cenográfica.
| Fabi, Cris, eu e Marcio |
Depois do almoço, metade da turma (que já tinha desistido de esquiar!!) foi fazer um passeio de carro e a outra metade (inclusive eu) inventou de alugar trenós e descer a montanha de noite. Nos disseram que a pista tinha iluminação e que o trem passava à noite, afinal a pista ia de uma parada do trem até outra no meio da montanha, mas depois tínhamos que pegar o trem pra voltar pra cidade. Alugamos os trenós e fomos na maior empolgação. Considerando que o “freio” daquela coisa é o seu próprio pé, e que a iluminação da pista é algo definível como “meia-luz”, posso dizer que a descida foi uma aventura, teve gente até que perdeu o trenó no meio do caminho, mas morremos de rir o caminho inteiro.
Bom, chegamos na parada do trem às 19:20, e foi ali que descobrimos que à noite os horários do trem eram esses:
18:55
22:00
23:00
Ou seja, presos na montanha!! Por sorte (ou pura jogada de marketing), tinha um restaurante ao lado da parada do trem, então resolvemos que já que tínhamos que esperar o trem mesmo, melhor fazê-lo comendo um fondue e tomando um vinho.
| Fabi, eu, Cris, Yamille e Rafa |
Os brasileiros resolveram que no dia seguinte não iam esquiar, queriam fazer um passeio de trem pra ver a vista, que realmente é linda, mas eu já conhecia o lugar (tinha ido em 2005) e afinal de contas, fui pra esquiar, e não pra andar de trem. Então no segundo dia acordei às 06:30 e fui esquiar com os meninos (sim, eles são obcecados por chegar cedo). Só de subir os cable cars (teleféricos) já foi dando aquele friozinho na barriga, e eu preparando os dois e dizendo que eu sou super iniciante!!
Descemos algumas vezes umas pistas azuis (nível: fácil), depois eu parei pra descansar um pouco e tomar um refresco e os dois foram numa pista vermelha (nível: intermediário).
| Eu, Cristiano, Samuel |
Nos encontramos no bar, descansamos mais um pouquinho e resolvemos que queríamos ir no Jungfraujoch, o ponto mais alto da Europa. Tínhamos que ir esquiando e subindo alguns lifts, depois era pegar um trem e subir mais 1 hora. Só que tinha um detalhe: tinha duas pistas vermelhas no meio do caminho. Eu na dúvida, os dois insistindo e falando que eu ia conseguir, fomos. Primeira vermelha, ok. Segunda vermelha, primeiro desafio (uma parte bem íngreme), o Cristiano meu deu uma ajuda e descemos. Ufa (achei que tinha terminado). Esquiamos mais um pouco e de repente uma pista tão íngreme que eu mal conseguia ver o final. Acontece que a pista vermelha tinha uma descida preta (nível: avançado). Tirei os skis e tentei descer pelo lado, impossível. Coloquei os skis de novo (acho que demorei uns 15 minutos pra colocar o ski no meio da descida), o Cristiano me ajudando, começamos a descer – bum! Caí e virei o joelho (o ski não soltou da bota). Comecei a chorar de dor e de pânico (ok, mais pânico do que dor) e simplesmente resolvi que dali eu não saía mais a não ser com algum tipo de transporte motorizado. Hahahah que vergonha!! Mas fazer o que, né? Na hora eu simplesmente travei, não conseguia mais subir nem descer. Bom, resumo da história é que o tiozinho foi me buscar de snowmobile (aquele do 007) e me deixou depois na estação de trem, onde os meninos foram me encontrar.
| Descendo de trem... |
Passado o stress, comemos um wurst com batata rösti e descemos – eu de trem, os meninos esquiando, pra encontrar os brasucas lá na cidade e ir jantar. Contei minha história tragicômica e o pessoal ficou insistindo que eu tinha sido corajosa e que eles estavam orgulhosos de mim, e eu fingi que eu acreditei só pra me sentir um pouco menos loser!! Hahah.... coisas da vida... mas o que importa é que eu não desisti, só me deu mais vontade ainda de esquiar pra treinar e ficar boa.
Na segunda-feira tínhamos que pegar o vôo no final da tarde em Basel, pra voltar, então resolvemos passar o dia em Luzern, que eu também já conhecia mas é uma cidade lindinha, com uma ponte coberta super antiga sobre o rio, que pegou fogo e foi reformada.
Na sexta seguinte era a comemoração oficial do meu aniversário, dessa vez chamei todo mundo – os brasileiros, os Unileverianos e os “outros” (ex: minha prof de alemão). Fomos jantar no Arkadash, um restaurante turco bem gostoso aqui pertinho, depois viemos pra casa fazer caipirinhas e comer brigadeiros, que a Mary queridíssima fez pra mim.
| Elena, Ju, Kike, eu e Cristiano |
No final, fomos pro Club du Nord, que é a nossa baladinha preferida em Hamburgo.
| Melanie, Dimi e eu (e o Dieter figura fazendo chifrinho lá no fundo) |
Não bastando minhas 4 comemorações de aniversário, esse final de semana teve despedida da Ju e do Du, que estão indo morar na Suíça a partir de Abril. Pois é, meus queridos “pais” daqui, que me levavam pra lá e pra cá todo final de semana, vão se mudar agora que a filha cresceu e fez amigos. Não deixa de ser uma razão boa pra voltar pra Suíça!!
| Katia, Daniel, Samuel, Elena, Cristiano, eu |
| A mulherada: Mary, Luciana, eu, Ju, Elena. Na frente: Lais. |
| Atrás: Steffen (escondido), Lucia, Ju, Marcelo, Luciana. Na frente: Samuel, Lais e eu. |
que legal!!!! e que fotos lindas, Bi!
ReplyDeleteaproveitando super, heim?
que delícia =)
bjocas